Sandra Maciel
terça-feira, 21 de outubro de 2014
Livros, seus trechos
Marcadores:
blog,
Capitu,
Machado de Assis,
olhos oblíquos e dissimulados,
trecho
Livros, seus trechos
Marcadores:
blog,
Cem anos de solidão,
Gato,
Palavras
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
Momento Poema: Que eu tenha…
Que
eu tenha mais do que palavras bonitas para oferecer
Que
eu tenha motivos para acreditar nas pessoas
Que
eu tenha motivos para sorrir
Que
eu tenha motivos para não desistir
Que
tenha motivos para ser algo que eu queira
Que
eu tenha motivos para viver a minha própria vida
Que
eu tenha motivos para continuar acreditando em mim mesmo quando ninguém parece
acreditar
Que
os meus motivos não sejam ridículos, gananciosos e idiotas
Que
eu tenha motivos…
Momento Poema: E queremos sempre mais
Nesta
década a fome não é mais de pão
A
sede não é mais de água
A
fome e a sede são por drogas
Isso
mesmo drogas
Porque
os desejos são drogas
Quanto
mais saciados mais vontade temos
São
supérfluos, passageiros, vazios
Estamos
caminhando por uma estrada sem fim
Buscando
algo que nem nós mesmos sabemos o que é
Estamos
cada vez mais nos sucumbindo ao grande vazio que existe dentro de nós
Buscamos
algo que quando encontramos descobrimos querer mais
Nunca
estamos felizes
É
como se a felicidade fosse uma droga
Rápida
e passageira
E
queremos sempre mais
E
acaba
E
queremos sempre mais
E
a vida se passa como uma droga rápida e passageira
E
queremos sempre mais.
terça-feira, 24 de junho de 2014
Momento Poema:
Imaginação
Tantos lugares, estados de consciência, infinitos eus
Idealizados seres mais vivos que sua própria fonte criadora
As mais deliciosas aventuras, as mais frenéticas buscas
Os mais deliciosos e heróicos e até por que não poéticos
pensamentos
Viver-se mil anos em mil segundos
Ir a onde tudo é encantadoramente impossível e até platônico
Um doce mel abstrato
Um veludo imaginário
Um remédio tão bom que nem o ouro é capaz de comprar
Triste do homem que não a tem
Feliz do homem que a possui.
Marcadores:
Imaginação,
Palavras,
Poema
Momento Poema:
Tenho Medo
De morrer, sem ter vivido
De desaparecer, sem ter existido
De ser escuridão, sem nunca ter sido luz
De ser nada, sem ter sido tudo
De ser esquecimento, sem ter sido lembrança
De ter medo, sem ter tido coragem
De ter deixado nada, sem ter deixado algo
De ter merecimento, sem nunca o ter merecido
De ser, o que nunca fui
De ter, o que nunca tive
De ver, o que nunca vi
De entender, o que nunca entendi
Tenho medo do medo que tenho de ter medo
Tenho medo do medo
E talvez o meu maior medo, eu tenha de mim.
Momento Poema:
Doses
Que eu sinta ódio, mas também o amor
Que eu perca a doçura, mas só um pouquinho
Que eu me conforme, mas só às vezes
Que eu grite, mas que seja de vez em quando
Que eu enlouqueça, mas só por alguns momentos
Que eu chore, mas não por tudo
Que eu lute, mas saiba à hora de parar
Que eu tenha o olhar de uma criança, a flexibilidade de um
jovem e a sabedoria de uma pessoa mais velha
Que eu desacredite, mas que seja só um pouquinho
Que eu desista, mas que seja por um ou dois dias
Que eu chore, ame, viva, e se eu nunca conseguir, pelo menos
que eu tente.
Que eu seja tudo, menos o que mais odeio.
Marcadores:
Palavras,
Poema,
Sentimentos escritos
Assinar:
Postagens (Atom)